Em defesa do pluralismo e da liberdade acadêmica

As instituições públicas de ensino superior assistem a uma escalada de conflitos. Multiplicam-se abaixo-assinados, notas de repúdio e campanhas de denúncia em redes sociais dirigidas contra docentes, pesquisadores, técnicos e estudantes. Eventos são cancelados ou interrompidos, aulas são boicotadas, participantes são intimidados e expostos publicamente. Os episódios mais graves envolvem agressões físicas, necessidade de escolta e interrupção forçada de atividades acadêmicas.Pesquisa realizada pela More in Common com a Quaest, em 2025, mostra a abrangência das repercussões desses conflitos na sociedade brasileira. Cresce a percepção de que as universidades públicas deixaram de ser espaços de produção de ciência e conhecimento e foram capturadas pela disputa ideológica: 59% dos brasileiros confiam pouco ou não confiam na universidade pública; 51% consideram que as universidades privadas são melhores do que as universidades públicas e 54% acreditam que a universidade pública promove mais ideologia do que ensino de qualidade.